Telemedicina e Covid-19: como funciona

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telemedicina

Se você ainda não entendeu o que é telemedicina, senta que lá vem história: esse texto é pra você.

O conceito de consultas online se popularizou durante a pandemia da COVID-19, como busca para seguir acompanhamentos médicos e se consultar em casos de dores, pequenos acidentes domésticos e problemas não urgentes, que podem ser resolvidos ou receber uma primeira instrução online.

Segundo a Resolução CFM nº 1.643/2002 do Conselho Federal de Medicina, esse é um recurso que utiliza ferramentas interativas de comunicação audiovisual com o objetivo de assistência, educação e pesquisa em saúde.

Mas nem sempre foi simples assim. A resolução de 2002 permitia o acesso apenas para casos emergenciais e específicos e toda a regulamentação era ainda inacessível para grande parte da sociedade.

O Ministério da Saúde, com o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes, oferece hoje o TeleSus, criado especialmente para o acompanhamento e recomendações sobre suspeitas de COVID-19.

Consultas virtuais também são oferecidas nos postos de saúde de atenção primária desde maio.

Já os brasileiros beneficiários de planos de saúde podem realizar consultas via telemedicina com qualquer profissional que esteja previsto na categoria de atendimento e cobertura contratadas.

Os Diferentes Tipos de Telemedicina

Nessa fase de COVID-19, a telemedicina se divide em três categorias: teleorientação, telemonitoramento e teleinterconsulta. Na primeira, o médico atende, por exemplo, pacientes que já receberam alta por COVID-19, mas que podem apresentar alguma complicação em casa, ou seja, através de telefone ou videoconferência, o paciente é orientado.

Já no telemonitoramento é muito utilizado para casos de doenças crônicas, onde o paciente tem o quadro estável, mas precisa ter atualizações sobre sua saúde e condições.

Por último, a teleinterconsulta acontece quando médicos trocam informações entre si para chegar ao melhor diagnóstico e prognóstico.

Telemedicina: Uma Ajuda a Todos os Lados

Outro fator de muita importância para a telemedicina é o fato de poder aproximar pacientes que vivem em áreas mais periféricas de profissionais da saúde sem a necessidade de visitas presenciais. Se antes da pandemia era necessário um grande deslocamento para chegar ao médico, agora isso foi reduzido e pode ajudar diversos casos.

Para os médicos, a telemedicina é um grande avanço, já que com o crescimento da COVID-19 no Brasil, o país tem enfrentado uma grande demanda de doentes para poucos leitos e profissionais disponíveis.

Com a agilidade e praticidade da telemedicina, muitos pacientes podem ser atendidos por dia, otimizando o serviço e colaborando para evitar o colapso do sistema de saúde brasileiro – se pessoas com sintomas podem apenas ficar em casa e se isolar, isso previne novos atendimentos presenciais e possíveis contágios.

Além disso, prescrições médicas são enviadas pelo sistema, inclusive para remédios controlados e antibióticos. Para isso, o profissional conta com uma plataforma que permite validar receitas médicas e atestados digitais e farmacêuticos, no caso de medicamentos, as utilizam na outra ponta, para autenticar o pedido.

Os ganhos são sentidos também no bolso. Enquanto o paciente não gasta com a locomoção até o serviço, a clínica pode reduzir seu gasto com funcionários, já que não é necessário manter o quadro de profissionais in loco.

Como qualquer novidade, vale a pena testar e tirar suas próprias conclusões. Para isso, tenha em mãos seu telefone ou aparelho celular com internet ativa e, de preferência, com bom sinal. O atendimento tende a ser ágil e prático, mas fique sempre confortável para apontar dúvidas e realizar esclarecimentos.

Tente minimizar qualquer preconceito e entrar no atendimento como se fosse presencial – a única barreira que te impede disso é a distância. O médico está ali e pode te ajudar ou indicar o melhor tratamento, mesmo que isso signifique a recomendação de uma ida ao hospital.

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